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O mundo da comunicação em constante mudança

Quantos seguidores tem?

30 de Dezembro de 2020Joana Ferreira

A proliferação das redes sociais a que temos assistido nos últimos anos contribuiu claramente para uma nova era digital. O boom de influenciadores e a sua tendência crescente definiram um novo paradigma de comunicação, ao qual as marcas não podem (nem devem) ficar indiferentes. 

Há muito que as marcas despertaram para o marketing de influência, de forma a segmentar o seu público. No entanto, este fenómeno tem demonstrado que, por vezes, o principal critério na escolha de um influenciador para a estratégia de divulgação de um produto assenta, sobretudo, no número de seguidores. É um fator aliciante, mas é em muitos casos apresentado como que um Curriculum Vitae, que vale por si só. 

Quantos seguidores tem? A análise fica muitas vezes por aqui, existindo uma sobrevalorização deste número em detrimento de outras métricas e indicadores, como a qualidade das publicações e a interação de quem está do outro lado. Uma página é muito mais do que um número e o conteúdo é fundamental na diferenciação de um produto. O conteúdo errado pode prejudicar a mensagem certa. 

Sim, o número de seguidores é importante. Ter 10 mil, 100 mil ou 1 milhão. Mas não é tudo, nem deve ser determinante no ADN do influenciador.  
 
Engagement

Mais seguidores sugere mais visualizações de posts. No entanto, o feedback é fundamental para aumentar o engagement de uma página. 

Um número elevado alimenta apenas o ego se do outro lado não existir uma interação. A proporção de likes e comentários com a quantidade de seguidores é precisamente o termómetro que mede o interesse em determinado conteúdo. Este equilíbrio é fundamental para o interesse das marcas. 
 
Os seguidores estão atentos

Conquistar quem está do outro lado deve ser mais do que uma obsessão em ver os números a aumentar de dia para dia. Todos estamos atentos e, numa altura em que damos ainda mais valor às relações pessoais, procuramos o que é verdadeiro, genuíno e, acima de tudo, íntegro. Procuramos um conteúdo real com o qual nos identifiquemos. 

As marcas também estão atentas e não adianta acumular seguidores falsos e bots programados para se fazerem passar por consumidores. Estas estratégias em nada contribuem para passar a mensagem a um público segmentado quando, na verdade, esse público não existe. 

Em 2018, a multinacional Unilever anunciou que deixaria de trabalhar com influenciadores que comprassem números de seguidores ou adotassem práticas fraudulentas. O alarme suou e muitas outras marcas se juntaram à gigante de bens de consumo, que defendeu mais transparência na indústria de marketing dos influenciadores digitais. 

As próprias plataformas têm unido esforços para combater este problema, que prejudica não só o setor, como põe em causa o investimento comercial. 

Numa altura em que todos estamos permanentemente online, o marketing digital é a melhor ferramenta para chegar a um público segmentado. A questão é a seguinte: Que seguidores quer ter?

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