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A importância de estar presente, mas nem sempre

30 de Julho de 2021José Gonçalves

O Twitter anunciou este mês a retirada dos ‘Fleets’ (stories) da sua plataforma porque a funcionalidade não teve adesão. Mas qual foi o motivo que levou a esta decisão? A resposta é simples: desinteresse.
 
Esta notícia é recebida pelos internautas com pouca ou nenhuma admiração. Isto porque quando foi anunciado, logo surgiram comentários a ironizar o facto de se querer replicar este recurso do Instagram para uma rede social que não tem o mesmo foco. Foram diversos os memes onde colocavam os ‘stories’ nas mais caricatas situações, até em livros.
 
Este fenómeno leva-nos a outra questão: fará sentido ter tudo? A resposta é não.
 
Podemos facilmente transportar este exemplo dos ‘Fleets’ (stories) no Twitter para o das marcas quando iniciam o seu percurso no mundo das redes sociais. Afinal cada uma delas tem as suas caraterísticas específicas e é importante tê-las em conta na hora da decisão.
 
Porém, existe um ponto fulcral em todas elas e que o utilizador valoriza acima de tudo: o conteúdo. Aqui importa que cada marca consiga analisar se tem ou não conteúdo para publicar na rede social onde pretende estar presente. Por exemplo, sendo o LinkedIn uma rede fundamentalmente de âmbito laboral e profissional, não faz sentido publicar o mesmo tipo de conteúdo que se publicaria no TikTok, sendo esta uma rede de vídeos criativos.
 
A verdade é que cada rede social tem uma comunidade diferente e embora alguns utilizadores possam estar em mais do que uma ao mesmo tempo, isso não significa que queiram receber o mesmo tipo de conteúdo de cada uma delas. No caso do Twitter, uma rede social maioritariamente constituída pela partilha de “estados”, apenas faz sentido uma marca estar presente se efetivamente tiver alguma coisa para dizer, se não facilmente cai no esquecimento.
 
No final, a lição a retirar é bastante simples: antes de entrar é melhor analisar.
 

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