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The ever-changing world of communication

A Era da (Des) Informação

15 de Dezembro de 2020José Gonçalves

Acordámos um dia com um tremor de terra que foi apelidado de ‘Cambridge Analytica’: o famoso documentário (disponível na Netflix) que retrata a forma como uma empresa de análise de dados ajudou Donald Trump a vencer as eleições norte-americanas. Através de uma estratégia muito bem definida de anúncios destinados a audiências específicas, a empresa utilizou o Google, Snapchat, Twitter, Facebook e Youtube para alinhar os resultados, tornando Donald Trump o 45º Presidente dos EUA.
 
Mas, afinal, como é que esta empresa conseguiu alterar a opinião pública através de anúncios nas redes sociais? Nós dizemos-lhe: foi graças à disseminação de fake news nos estados-chave. Tudo isto se deveu a um simples facto: os utilizadores não confirmaram a informação das fontes que lhe eram mostradas e encararam-nas como verdadeiras. 
Num mundo em que as Redes Sociais caminham de mãos dadas connosco, infiltrando-se nas nossas relações laborais e pessoais, é necessário ter atenção redobrada em relação ao que vemos e, acima de tudo, ao que partilhamos. 
 
Não quero com isto enviesar ou generalizar a opinião do leitor quanto à utilização de redes sociais. Até porque os seus benefícios em plena pandemia estão à vista de todos. Seja pela forma como nos permite trabalhar à distância ou por estarmos mais “perto” dos nossos familiares. Este ano foi a prova que vivemos na verdadeira ‘Aldeia Global’, preconizada por Marshall McLuhan.
 
A verdade é que é fácil para o cidadão comum cair no engodo das fake news. A dificuldade em identificar estas notícias é geral. Por isso, o Centro Nacional de Cibersegurança, em parceria com a agência Lusa criou um curso gratuito para ajudar a distinguir a informação. 
Pedro Camacho, Diretor de Inovação e Novos Projetos da Lusa, em entrevista ao Jornal Público, destacou a importância de os cibernautas entenderem a diferença entre uma notícia real e uma falsa, pois “cada vez que fazem um like, cada vez que fazem uma partilha (de um conteúdo falso), vão contribuir para a disseminação dessa informação”. Pode ler o artigo completo aqui.
Concluindo: não há dúvida que precisamos de ser cada vez mais cautelosos na forma como alimentamos as redes sociais e criteriosos nos ‘clicks’ que damos. 

Não quer ser refém de fake news? Partilhamos consigo uma pequena checklist:
- Desconfie das informações que recebe;
- Interrogue a veracidade dos factos;
- Confirme se os meios de comunicação social efetivamente noticiaram o que lê nas redes socias; 
- Não confie nas palavras ‘gordas’ (títulos);
- Por último, mas muito importante, não partilhe informação sem ter a certeza da sua veracidade.
 

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